Mais um texto bacana de Isane D´Ávila - Blog da Gestante e Amadrecer - Da Gestação à MaternidadeQuem é do sul deve ter visto, hoje, no Jornal do Almoço, uma matéria (de uma série, pelo que entendi) sobre gestação e assuntos correlatos (bem parecido com este blog aqui) chamada E agora, mamãe?
Não sei do que se tratava a primeira das reportagens, mas a de hoje, que foi a segunda, foi sobre uma "dúvida cruel das mulheres" (da maioria delas): o tipo de parto.
Engraçado é que, na maioria do mundo, parto não é opção: é indicação!
Ou seja: existe um parto super seguro, com menos riscos de infecção pós-parto, recuperação mais rápida, com menor mortalidade materna E menores complicações pós-parto para o bebê (respiratória, por exemplo), que não deixa cicatrizes (em sua maioria), que é NATURAL, que gera saúde, que age como primeira vacina ao bebê (sabia disso? A flora vaginal é considerada a primeira vacina do bebê!), e que não é causador de sofrimento (como foi dito na TV) mas de PREPARAÇÃO (o trabalho de parto, as contrações, a passagem pelo canal vaginal, agem como uma massagem que estimula o bebê para a respiração e ajuda a expelir os fuidos naturalmente).
Quando isto não for possível: por ser uma gravidez de risco ou por sofrimento fetal, aí ENTÃO será indicada a cesárea, pois nos casos de indicação de parto cirúrgico a cesárea é mais segura que o parto normal, mas É SÓ NESTES CASOS! Em todos os outros, os riscos são aumentados.
Não se iluda com a falsa idéia de segurança da cesareana (que é mais segura do que a 50 anos atrás mas ainda é mais arriscada que um parto normal), com a falsa idéia de ausência de dor (cirurgia de grande porte sempre acarreta dor após, e dura semanas, fora épocas de tormenta pelos anos afora!) ou com a falsíssima idéia de segurança para o bebê (bebês nascidos de cesárea tem muuuuuito mais complicações pós parto do que os de parto normal, sabia? Pensando nisso, quem sofre mais? O de parto normal espremido pela vagina e respirando ou o que saiu sem esforço e precisa de manobras violentas ou recursos como oxigênio para poder respirar?)
Enfim: eu posso aceitar a opção pela cesárea quando a mãe está bem informada e ainda assim decide por esta cirurgia, mas não posso aceitar que se defenda este procedimento baseada em falsas idéias, afinal, são (no mínimo) duas vidas que estão em jogo.